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A Civilização Asteca.

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A história do povo asteca é uma das mais bem documentadas, não só do ponto de vista dos invasores espanhóis, mas também dos relatos dos próprios astecas, pois embora muitos de seus manuscritos tenham sido destruídos pelos colonizadores, alguns foram salvos da depedração.
Além disso, escavações arqueológicas realizadas até hoje no Vale do México, revelam um registro autêntico sobre aquele povo.

ORIGEM.

Pelas pesquisas históricas, consta que lá pelos séculos XII e XIII, uma pequena tribo de guerreiros nômades, migrou da região de AZTLAN, no sudoeste dos Estados Unidos. Daí o nome de ASTECAS dado pelos historiadores, enquanto o próprio povo se autodenominava MEXICAS, que deu origem ao país MÉXICO.
Chegando ao VALE DO MÉXICO, encontraram outras tribos já assentadas, e que praticavam uma agricultura bem desenvolvida. Dentre elas a dos TOLTECAS.
Os recém chegados então se instalaram numa ilha no lago TEXCOCO.

De acordo com a lenda asteca, a migração de Astlan foi orientada por um de seus deuses (HUITZILOPOCHTLI), que revelou que quando eles encontrassem uma águia pousada num cacto, e com uma cobra no bico, ali deveriam se assentar, pois formariam um grande império.
Assim foi que, após longos anos de migração, quando chegaram à ilha no lago Texcoco, um sacerdote viu uma águia pousada num cacto, trazendo no bico uma cobra. Então, em cumprimento à profecia, lá se instalaram, e chegaram a formar o maior império da sua época, com uma capital - TENOCHTITLAN - com cerca de 400.000 habitantes por ocasião da invasão espanhola, maior que muitas cidades européias.
Seus domínios se estendiam aos atuais países México, Guatemala e Venezuela.
Inicialmente, os astecas prestaram serviços de guerreiros mercenários às tribos em torno, anteriormente instaladas. Com essa interação, acabaram mesclando a cultura daqueles povos, formando então sua própria cultura, e absorvendo por completo os toltecas.
Ao mesmo tempo, aprimoraram sua prática de guerra, o que mais tarde usariam para dominar aqueles mesmos povos a quem tinham servido.

GOVERNO.

O sistema de governo dos astecas era monárquico, onde o imperador era o único a deliberar, decidir e agir.
Havia a Casa Real, formada por todos os parentes do imperador, e também um Conselho do Imperador, formado por nobres, sacerdotes e anciãos. Quando havia necessidade de escolher um novo imperador, o conselho escolhia alguém da Casa Real, que podia ser o filho mais velho, ou o mais novo, ou o irmão ,etc.
Com o passar do tempo, essa sucessão tornou-se hereditária de pai para filho.
Depois da posse, o novo imperador tinha seus poderes endossados pelos sacerdotes, o que lhe dava caráter divino.
As responsabilidades do imperador eram religiosas, políticas e militares, formando um império TEOCRÁTICO.

SOCIEDADE.

Havia 5 castas na sociedade asteca: Nobres - Sacerdotes - Comuns - Servos - Escravos.
Os nobres eram encarregados da administração do império, tendo função de funcionários públicos.
Os sacerdotes eram celibatários, e cuidavam do clima, do calendário, estudavam os astros no seu aspecto religioso e científico (astrologia e astronomia), escreviam e zelavam pelos manuscritos.
Os comuns eram a maior parte da população, e cultivavam as terras comunitárias, com direito de usufruto. Eram obrigados a prestar serviço militar, sendo essa uma das formas de ascender na sociedade, através de atos de bravura, podendo chegar à artistocracia militar ou supremo sacerdote.
Os servos trabalhavam nas terras privadas da nobreza, e eram bem tratados.
Os escravos eram formados por prisioneiros de guerra, povos conquistados, pessoas com dívidas de jogo, condenados pela justiça civil e alcóolatras.
Acima de todas essas castas, ficava o nobre real ou imperador.

CULTURA.

Prestando serviço de guerreiros mercenários às tribos em torno, os astecas incorporaram a arquitetura, o cálculo, a escrita, e a religião desses povos.
Inicialmente, aprenderam a cultivar em chimpanas, um tipo de jangada feita de bambus, sobre as quais espalhavam uma mistura de lodo e plantas aquáticas existentes na região, criando assim um solo fértil para a agricultura.
Após dominar esses povos, obrigou-os a pagarem impostos e a trazer pedras e terra de seus territórios, com as quais construíram gigantescos conjuntos aquitetônicos, como as pirâmides do Sol, da Lua e dos Nichos, e a célebre Pedra do Sol, um imenso calendário solar. Também construiram diques e aquedutos,
Na arte da Ourivesaria foram mestres.
Havia ainda o Colégio dos Nobres, e volumosas bibliotecas. A escrita asteca era um mistura de símbolos e sons.
Tinham conhecimento sobre a duração do ano, os solstícios, as fases e eclipses da lua e de diversas constelações. O estudo de astronomia e astrologia era obrigatório para os sacerdotes.
A cada 52 anos, comemoravam o que chamavam de "Liga dos Anos", semelhante ao nosso Ano Novo.

RELIGIÃO.

Os astecas foram os que mais cultuaram seus deuses. Sua religião era uma síntese de crenças e cultos, uma fusão dos deuses agrários dos povos agrícolas com os deuses astrais dos povos guerreiros.
O sacrifício humano era comum, e a cada ano, o mais bravo dos prisioneiros de guerra era imolado aos deuses.
Contam que Hernán Cortés teria questionado Montezuma sobre esse costume, talvez já intencionando uma catequese. O imperador então justificou que um deus que manda tempestades, que destróem as plantações e habitações, matando tantos de seus devotos, certamente é um deus sanguinário e para um deus sanguinário, que melhor oferenda senão sangue?
Seus principais deuses eram :
TEZCATLIPOCA -o principal.
QUETZALCOATL - o deus desterrado que voltaria para comandar os astecas, e que foi confundido com os espanhóis.
HUITZILOPOCHTLI - que os fez migrar até o Vale do México para fundar um grande império.

FIM DO IMPÉRIO ASTECA.

A colonização da América têve início nas ilhas do Caribe e das Bahamas. Os espanhóis acreditavam que havia muito ouro em todo o continente americano.
HERNÁN CORTÉS era um fidalgo espanhol, formado pela Universidade de Salamanca, e que ouvira falar de uma grande civilização no Vale do méxico. Assim foi que formou um exército de 500 homens, 16 cavalos e 4 canhões, e partiu de Cuba para conquistar os astecas.
Ao desembarcar no que é hoje o litoral mexicano, foi recebido como um deus, e ganhou vários presentes valiosos: jóias, vestimentas e um lote de 20 jovens índias maias, prisioneiras dos astecas. Dentre essas, havia uma princesa maia chamada MALINCHE, que se aliou a Cortés, servindo-lhe de intérprete, guia e reveladora dos costumes astecas. Eventuialmente, Malinche se converteu ao cristianismo, foi batizada com o nome de Marina, e se tornou companheira de Cortés, a quem deu um filho que veio a receber o mesmo nome do filho que o fidalgo teria com a esposa na Espanha: Martin Cortés.
Além de Malinche, Cortés também encontrou um áufrago espanhol -Jerónimo Aguilar - que tinha sido prisioneiro dos maias, e que se achava agora em poder dos astecas. Malinche e Aguilar se tornaram grandes fontes de informações para os espanhóis, o que seria fator importante para a derrubada do império asteca.
Inicialmente, Cortés teria pretendido uma conquista pacífica. No entanto, tendo que se ausentar da capital, deixou o comando com seu primeiro oficial - Pedro de Alvarado, que se aproveitando da ausência do líder, mandou aprisionar o imperador Montezuma, provocando a revolta da população. Tentando conter a revolta, Alvarado ordenou o massacre dos astecas que se encontravam reunidos no Templo Maior, comemorando a Liga dos Anos, num espisódio que ficou conhecido como "NOITE TRISTE". Teve início então a guerra, com tamanha violência que os espanhóis se viram obrigados a recuar.
Ao retornar à capital, Cortés viu que a situação já estava totalmente fora de controle, e pediu reforços à Espanha. Com a ajuda de Malinche, fez alianças com as tribos até então dominadas pelos astecas, e que ingenuamente viram nos espanhóis a chance de se libertar daquele jugo. Desse modo, Cortés formou um exército de 100.000 homens, armamento, vestuário e alimentos.
Além disso, as estratégias de guerra dos espanhóis eram mais eficientes. Como exemplo, podemos citar que os espiões que levavam informações para os espanhóis eram pagos, enquanto os que levavam más notícias para os astecas eram mortos.
Para piorar a situaçção, uma epidemia de gripe, sarampo e varíla se alastrou entre a população local que não tinha anticorpos para esses males, dizimando tanto astecas quanto aliados.
Assim foi que, em poucos meses, o imperador asteca se rendeu aos espanhóis, sendo esse o fim do maior dos impérios pré-colombianos.


Last Updated on Saturday, 28 November 2009 19:41  

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