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Desafios ao Agronegócio

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“Não há segurança nesta terra; há oportunidades.”

(General Douglas MacArthur)

 

O Brasil é o terceiro maior exportador agrícola do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da União Europeia. E o setor primário é responsável por 34% de nosso PIB, 37% dos empregos gerados e pelos superávits da balança comercial obtido nos últimos anos, sem os quais o desequilíbrio nas contas nacionais teria levado ao colapso da política econômica do governo.

Todavia, por opção, miopia ou ambos, as políticas públicas parecem desconsiderar esta importância do agronegócio. Relevam a um segundo plano o setor primário de nossa Economia, como que dando as costas para uma tradição e, mais do que isso, uma vocação agrícola que acompanha nossa história.

O consumo mundial de carne bovina é crescente e os rebanhos vêm se reduzindo gradualmente, elevando os preços internacionais. Por isso, a participação brasileira nas exportações mundiais mais que triplicou em apenas dez anos: de 6,7% em 1994 para 21,4% em 2004. Doenças como a gripe aviária e a vaca louca atingiram países asiáticos e europeus, permitindo este crescimento, interrompido apenas com o foco de febre aftosa ocorrido no Mato Grosso do Sul em fins de 2005 e que gerou embargos à carne bovina brasileira.

Ainda assim, no que tange a frangos, suínos e bovinos, o Brasil é referência em qualidade. A pecuária tem sido tecnificada, utilizando mais animais por hectare. E o custo do hectare de terra no Brasil é inferior a 10% do valor norte-americano.

Com relação a grãos, a redução de subsídios agrícolas na Europa e nos EUA por força das negociações travadas na OMC (Organização Mundial do Comércio), associada à saturação de novas terras disponíveis nestes lugares, colocaram o Brasil em posição privilegiada, elevando nossa participação no comércio global.

Condições climáticas favoráveis e novas técnicas de plantio propiciaram-nos a criação de uma base exportadora de frutas de clima tropical e temperado.

Porém, nada abala mais o desenvolvimento do agronegócio do que a queda na taxa de câmbio. A valorização do real tem acarretado uma terrível queda na renda do produtor. As consequências imediatas são: redução da área plantada, abrindo espaço para concorrentes como a Argentina; diminuição dos estoques, causando pressão sobre a inflação; menor investimento em implementos, fragilizando a qualidade da colheita.

O gargalo do crescimento brasileiro chama-se infraestrutura. A este, somam-se entraves de ordem institucional. Uma agenda mínima capaz de contemplar estas questões deve considerar os seguintes aspectos:

1. Transporte. Nossa produção é escoada através de estradas esburacadas –quando há estradas– e mediante uma frota antiga. Na década de 1970 o governo investia 1,8% do PIB em estradas; hoje, apenas 0,1%. Na Argentina, a opção também é pelo transporte rodoviário, porém as distâncias percorridas são muito menores. Os EUA utilizam o transporte hídrico em larga escala, com custos até 80% menores. O Brasil escoa apenas 5% de sua produção de soja por hidrovias. Basta olhar para o mapa hidrográfico brasileiro para enxergar a grande oportunidade que temos em mãos. Além disso, faltam também investimentos em ferrovias, que poderiam integrar especialmente o Centro-Oeste à rede portuária. Nossa malha ferroviária é de apenas 30 mil quilômetros de extensão, a mesma de 80 anos atrás.

2. Portos. Pouco eficientes e sobrecarregados, apresentam custos operacionais elevados que comprometem a competitividade de nossas commodities. As taxas portuárias, por exemplo, representam de 1% a 1,5% do valor da carga na Argentina e nos EUA. Por aqui, chegam ao patamar de 5%.

3. Armazéns. A seca ocorrida em 2005 na região Sul, a pior em 40 anos, que provocou uma queda de 75% da safra de soja, adiou um problema iminente representado pela estocagem de grãos. Entre 2000 e 2005 a produção brasileira saltou cerca de 50% enquanto a capacidade de armazenagem cresceu apenas 5,7%. Segundo a OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) temos um déficit de capacidade de armazenagem da ordem de 35 milhões de toneladas. Isso provoca congestionamento nos portos, elevação do preço dos fretes e até perda de parte da produção.

4. Crédito rural. A política de crédito precisa ser revista e ampliada em especial aos pequenos produtores. Pesquisa elaborada pelo professor Guilherme Leite da Silva Dias, da Universidade de São Paulo, comprova que 15% dos tomadores de recursos, os grandes agricultores, respondem por 85% da inadimplência na carteira de crédito. E são estes agricultores que, respaldados por sua força política orquestrada pela bancada da UDR no Congresso, atrasam seus pagamentos mesmo em períodos de bonança no campo, como estratégia de dependência sistemática do setor público.

5. Seguro rural. Variações climáticas e oscilação nos preços internacionais são riscos inerentes ao agronegócio, mas que podem e precisam ser gerenciados através de mecanismos de salvaguarda. O seguro rural é um instrumento praticamente inexistente neste país. E, propriamente por não ser difundido, apresenta custos proibitivos para contratação, desestimulando companhias seguradoras e contratantes. A exemplo do que o governo federal fez com o sistema bancário, o setor primário necessita de um fundo garantidor para custear crises causadas por estiagens, problemas fitossanitários ou redução abrupta dos preços decorrentes de variações cambiais expressivas ou oscilações dos preços no mercado externo. Um funding autossustentável alimentado por um percentual dos prêmios de seguro, do crédito rural e dos lotes comercializados funcionaria como hedge.

6. Recursos públicos. O orçamento deve prever recursos para defesa sanitária, custeio e comercialização da produção. Mas o sistema de contingenciamento precisa ser aprimorado. É lamentável observar a retenção dos já escassos recursos previstos na dotação orçamentária da União por força da burocracia institucional que impõe como regra para a efetivação dos repasses que o Estado beneficiado esteja adimplente com o governo federal.

7. Questões fundiárias. Há cartórios pelo interior do país fazendo registro de terra a mão, sem qualquer precisão geográfica. Além disso, o direito de propriedade deve ser respeitado, o que significa equacionar a questão do MST (Movimento dos Sem Terra) e buscar uma atuação sinérgica do INCRA, no que tange à demarcação de terras indígenas.

8. Rastreabilidade e certificação. Numa nação com dimensões continentais, torna-se imprescindível adotar medidas como a regionalização, proibindo o trânsito de animais vivos de uma região para outra, possibilitando conter o foco de eventuais doenças identificadas. A emissão de certificados de origem também permitiria monitorar e elevar a qualidade dos bens transacionados.

9. Biotecnologia e agroenergia. O investimento em pesquisa e desenvolvimento deve ser estimulado, tendo a inovação tecnológica como meta. O Brasil está diante da oportunidade ímpar de liderar em posição de vanguarda a geração de fontes energéticas renováveis, avançando além do álcool combustível.

10. Cooperativismo e associativismo. São instrumentos capazes de impulsionar a atividade agropecuária, fortalecendo os pequenos produtores e criadores, auxiliando-os na redução de custos, no aumento da produtividade, no custeio através das cooperativas de crédito, no desenvolvimento tecnológico, na difusão de práticas de gestão e na obtenção de melhores preços na comercialização, elevando consequentemente a renda no campo.

Os desafios são tão amplos quanto são as oportunidades. Enfrentar os desafios e aceitar as oportunidades pode ser o caminho mais breve para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro, selando nossa condição de grande celeiro do mundo.

 

A Escolha de Sofia

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“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.”

(Steve Beckman)

 

No mundo corporativo de hoje os profissionais são constantemente colocados à prova mediante dilemas que lhes são apresentados. Por exemplo, o que fazer quando a empresa exige tanto do executivo que ele tem que escolher entre a vida pessoal e a profissional?

Primeiro, vamos compreender o que é um dilema. Etimologicamente, trata-se de uma decisão entre duas alternativas contraditórias e mutuamente insatisfatórias. Você quer as duas coisas, mas só pode optar por uma. A escolha é tensa, árdua e, por vezes, dolorosa.

Em 1982, o diretor norte-americano Alan J. Pakula, à época já consagrado pelo filme “Todos os homens do presidente”, que narrava a investigação do caso Watergate, comandou Meryl Streep e Kevin Kline na obra-prima “A escolha de Sofia”. O filme contava a história de uma mãe polonesa que durante a Segunda Guerra Mundial é forçada por um soldado nazista a escolher um de seus dois filhos para ser morto sob pena de ambos serem executados –um autêntico dilema.

De volta às empresas, quem disse que carreira e vida pessoal são faces de uma mesma moeda que não pode manter-se em pé? O equilíbrio, do latim aequilibrium, remete à manutenção do mesmo nível (aequus) das balanças (libra). Em suma, conciliar vida pessoal e profissional não é uma escolha de Sofia!

É importante compreender que estes dois universos são indissociáveis, ou seja, não há como separar um do outro, acreditando que o profissional, ao adentrar os domínios da empresa, deixará do lado de fora problemas como um filho enfermo, contas atrasadas ou relacionamento conjugal em crise, dedicando-se integralmente às metas corporativas com plena produtividade.

Decerto há momentos que nos exigem esforço e dedicação superiores. Horas de trabalho que avançam pela madrugada, por dias sucessivos, regadas a fast food e breves cochilos, negligenciando a família e os interesses pessoais. Tudo para concluir um projeto, desenvolver um produto ou conquistar um novo cliente. O problema ocorre quando um evento circunstancial como este se torna rotineiro.

Se você é solteiro ou está em início de carreira, é possível que aceite de bom grado assumir o papel de workaholic imposto pela empresa –ou autoimposto. E sentir-se feliz e realizado com esta opção.

Porém, se as demandas corporativas estão além do que você gostaria, trazendo-lhe desconforto, assuma as rédeas da situação. Trabalhe com afinco durante sua jornada, aprenda a delegar tarefas operacionais e demonstre ao seu empregador que não é a quantidade de horas, mas a qualidade das horas trabalhadas o fator determinante para seu bom desempenho e o sucesso da organização.

Procure dialogar com seu superior hierárquico, determinando uma agenda positiva, capaz de atender expectativas da empresa e contemplar seus interesses pessoais.

Porém, se ficar claro que a corporação na qual você está tem perfil patológico ou é liderada por pessoas que não enxergam nada além da última linha do balanço –apesar de toda uma retórica voltada à motivação e incentivo à qualidade de vida– considere buscar uma recolocação no curto ou médio prazo.

Lembre-se de que sua escolha não deve ser entre a vida pessoal ou profissional, mas entre ser feliz ou infeliz.

 

A espiritualidade ajuda na conquista!

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Nos dias atuais nem o uso da razão nem o domínio da emoção estão conseguindo trazer paz, harmonia e felicidade para as pessoas e para as empresas.

A espiritualidade, originada do espírito e compartilhada com a razão e com a motivação e emoção do ser humano ajudam a conquistar resultados, propiciar o sucesso, notadamente em vendas e na realização pessoal e profissional.

É preciso não confundir espiritualidade com religião, principalmente no sentido de denominação religiosa, mas é inegável o ganho de paz interior que faz com que o ser humano possa fazer as melhores escolhas.

Os empresários e executivos estão buscando conciliar o sucesso com equilíbrio, a família e qualidade de vida com sucesso profissional.

Ao aceitarmos a emoção dentro das empresas estaremos convivendo com sentimentos de afeto e alegria, mas também de raiva, medo e tristeza, o que pode comprometer o desempenho e o relacionamento entre lideranças e equipes. São em momentos assim que nos levam a refletir que o equilíbrio da inteligência espiritual entra em cena e faz a diferença. Líderes com essa consistência são pessoas bem humoradas, intuitivas, afetuosas que sabem que precisam da valorização dos dois pontos: qualidade de vida e resultados. São pessoas que se preocupam com os sentido de ação e missão.

Se a liderança e suas equipes usarem a dimensão espiritual, o ganho é recíproco. Todos dão o melhor de si quando há um bom ambiente, respeito e carinho pelo próximo.

E o lucro é apenas conseqüência, uma presença certa. Das 150 empresas eleitas como as melhores da Revista Exame, o lucro médio foi de 17,2% contra 12,4% de rentabilidade média das 500 maiores empresas do país em pesquisa e publicação tradicional da mesma Revista Exame. Ou seja, empresas com um bom ambiente e equipe motivada produzem melhores resultados.

Outros aspectos interessantes estão ligados a eliminação de pontos negativos como fraudes, corrupção e falta de ética. A principal mudança que se propõe ao trabalhar com a liderança de espiritualidade está ligada aos valores do coração, do espírito, dos sentimentos, principalmente dos executivos e empresários, ou seja, quem atua com liderança e precisa de resultados. Conquiste o coração das pessoas, principalmente do seu cliente e não o seu bolso e a resposta lhe será dada.

Não há equipes de alta performance se não houver alegria entre seus membros. É esse o modelo que difere equipes de grupos. Em ambientes assim nunca irá imperar o sentimento de depressão, desânimo e fracasso.

As empresas são reflexos das atitudes de seus líderes. Líderes com o foco na espiritualidade são solidários e sabem que lideram pessoas e não coisas. E sabem mais ainda: Estão construindo vencedores.

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

 

Consultoria de Qualidade em ISO 9001

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A ISO 9001 é uma norma internacional que fornece requisitos para o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) das organizações. Muitas organizações tem procurado consultoria em Qualidade, Auditoria em Qualidade e Treinamento em Qualidade geralmente chamada no coletivo de "série ISO 9000". Por essa razão, é possível que você ouça algumas vezes uma empresa dizer que é "certificação ISO 9000" ou tem um Qualidade ISO 9000.

O objetivo da ISO 9001 é fornecer um conjunto de requisitos que, se forem bem implementados, darão mais confiança de que uma empresa é capaz de fornecer regularmente produtos e serviços que:

* Atendem às necessidades e expectativas de seus clientes; e
* Estão em conformidade com as leis e regulamentos aplicáveis.

Hoje existe no mercado empresa que podem auxiliar as empresas através da Consultoria em qualidade, Auditoria em Qualidade e Treinamento em Qualidade.

 

Influenciar Pessoas!

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O aluno sai hoje da faculdade sabendo muito sobre sua área de atuação, mas nada como vender o “seu peixe”, isto é, sua imagem, seus serviços.

 

Mas ele já pode ir treinando... Já começa a desenvolver sua marca na universidade e ali mesmo, colegas com quem interage serão futuros clientes, parceiros de negócios e até patrões. Começa o exercício do marketing pessoal.

 

O marketing pessoal não deve estar fundamentado na aparência e sim na capacidade de deixar uma impressão forte de vantagens e melhorias na mente das pessoas influenciadas.

 

Apesar de que a maioria das contratações ainda acontece por indicação de alguém, mesmo esta tem forte influência do seu marketing pessoal. A empresa prefere as referências. É a hora de sua rede de relacionamentos funcionar.

 

Para negócios, exatamente a mesma coisa, o que definirá o sucesso é proporcional ao tamanho de sua rede de relacionamentos e influências.

 

O futuro é o presente que quero viver os meus dias... Só que quando o futuro chega, descubro que meus colegas tiveram a mesma ideia que a minha, atuam na mesma profissão, mesma cidade...

 

Neste caso é preciso juntar sua formação, sua capacidade criativa de ampliar a base do seu negócio, sua rede de relações e suas vantagens competitivas.

 

Em certa ocasião um jovem me questionou sobre os conselhos que eu teria dado a turma, mostrando a importância de fazer um estágio, pegar um emprego de nível mais baixo para mostrar serviço e aprender o negócio, essas coisas...

 

Ele se disse indignado porque acabara de se formar em Administração e que eu estava denegrindo a profissão. Ora, eu também sou formado com muito orgulho em Administração. Perguntei a ele em quantos empregos já havia trabalhado. Ele me respondeu que nunca tinha trabalhado. Então eu respondi que até aquele momento ele era administrador de coisa nenhuma.

 

Chega um momento que é preciso conciliar a teoria com a prática e o resultado disso pode ser um longo e duradouro sucesso, uma carreira continuada.

 

Entra aí uma grande dose do exercício do sucesso dentro do quadro de influenciar pessoas que é a humildade.

 

A arte de influenciar pessoas é despertar o entusiasmo dentro de você e a partir de seu jeito de ser, despertar o entusiasmo entre seus amigos, sua família, seus colegas de trabalho, seus clientes, todas as pessoas.

 

O grande desafio de um líder é motivar pessoas, buscar cooperação, comandar sem provocar ressentimentos

 

O melhor jeito de construir um bom marketing pessoal é interessar-se verdadeiramente pelas pessoas, ter um sorriso autêntico, não custa nada e cria muito, e várias outras pequenas regras como lembrar o nome do outro – o nome de alguém é o som mais doce em qualquer idioma.

 

Uma forma muito sutil e marcante de ser um “bom papo” é ser um bom ouvinte. Deus te deu dois ouvidos e uma boca. Essa é a relação principal que faz as pessoas correrem prá você ou de você.

 

Pense nisso, um forte abraço e esteja com Deus!

 


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