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O TEMPO É DE DEUS
Final de um ano, chamado de velho e princípio de outro, que gostamos de chamar de novo. Aliás, isso reflete bem a nossa cultura de desprezo ao que tem muita idade e acatamento imediato ao que acaba de chegar. Mas de qualquer forma, isso nos leva sempre a uma reflexão: balanços, mudanças, colheitas. Avaliamos o que fizemos de errado, prometemos mudanças e inexoravelmente colhemos os frutos de nossa atividade anual. Até me vem à lembrança um refrão bem caipira, dos matutos de nossa Minas Gerais: Quem pranta, cói. Essa é, na verdade, uma lei natural e implacável. Vale para os negócios, para o emprego, para o trabalho, para o amor, enfim para a vida. A sua colheita no final de um ano, de uma fase da vida, de uma temporada é sempre de acordo com o que você plantou. Infelizmente isso não se aprende nos livros, ou na escola. Aprende-se a viver, vivendo. É preciso ser sábio para não cair nas peças que nos prega a vida. Se não, aprende-se a viver quando já não se tem mais tempo para ela.
Basta-nos um olhar mais atento e deparamo-nos com inúmeras situações desta natureza. Orgulhosos que são desprezados, valentões que são humilhados, espertos que são desmascarados e criminosos que são condenados. É questão de tempo. Até porque é muito válida a máxima que diz: o nosso tempo não é o tempo de Deus.
A propósito, gostaria de aproveitar a oportunidade e em nome de meus leitores, cumprimentar a todos os leitores da coluna da ALAMI, desejando que façam um verdadeiro balanço desse ano que se finda e que 2010 seja de colheitas fartas, resultado de semeaduras corretas. Que você tenha Dois Mil e Dez motivos para ser feliz.
Quanto a mim, no apagar das luzes desse ano de 2009, quero agradecer muito e pedir pouco.
Na verdade,
Eu só peço a Deus que me dê forças.
E que toda a força do meu ser tenha origem na força maior de Seu Espírito.
Que minhas palavras tenham força para serem ouvidas como paz, e não como modelo.
Que minha postura tenha força para ser vista como humana, e não como divina.
Que meu exemplo tenha força para comover e nunca para remover.
Que meu trabalho tenha a força da transformação do bom no melhor.
Que o meu sorriso tenha sempre a força da transparência da sinceridade, e nunca o opaco da dissimulação.
Que meu olhar tenha a força do convencimento das verdades que acredito.
Que minha vida tenha sempre a força para impregnar o meu ser do que realmente necessito, e não do que simplesmente quero.
E que, finalmente, minha morte tenha a força para unir os corações daqueles que sempre amei.
José Moreira Filho
Acadêmico da ALAMI
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TRIBUTO A VINÍCIUS De repente do homem fez-se o poeta Sensível e manso como uma flor E das palavras escritas fez-se o amor E na melodia fez-se o atleta De repente das letras fez-se o hino Que a todo coração tem encantado E do pensamento se fez amado E da paixão maior fez seu destino De repente, não mais que de repente Fez-se de quieto o que se fez errante E de sozinho o que se fez amante Partiu, mas com certeza foi contente Pois deixando obra tão eloqüente Fez-se entre nós o que está distante.
Uma reclamação é uma declaração de expectativas não satisfeitas. Infelizmente, a palavra tem conotação negativa, provocando as mais diversas reações nos funcionários de uma empresa. Por exemplo, se logo de manhã você chega ao escritório e a primeira ligação que atende é de um cliente reclamando, provavelmente irá pensar algo como: “Xi, meu dia já começou mal”.
Última atualização em Dom, 06 de Dezembro de 2009 16:21
Mas a verdade é que cada reclamação é uma chance que você tem de consertar as coisas, de aprofundar relacionamentos e também de vender mais. As reclamações são um dos meios mais diretos e eficazes dos clientes informarem as empresas de que algo não está certo e, portanto, há espaço para melhorias. E se as empresas não atendem essas expectativas promovendo as mudanças necessárias, acabam perdendo seus clientes para a concorrência. Para mudarmos essa conotação negativa que as reclamações têm na equipe de vendas, talvez devêssemos começar mudando o seu nome. Em vez de dizer que um cliente ligou reclamando, diga que um cliente ligou para dar um feedback ou, ainda, que ele ligou para passar informações muito valiosas. Sim! Reclamações não são nada mais do que o seu cliente lhe dando informações valiosas sobre o que ele espera da sua empresa e como você pode satisfazê-lo. Em vez de gastar vários mil reais em pesquisas demoradas, comece a prestar atenção no que seus clientes dizem. Ao reclamar, muitas vezes os clientes ficam nervosos, brabos e algumas vezes são grosseiros. O primeiro passo é entendermos que isso é muito natural, uma vez que eles tinham expectativas em relação à empresa e que não foram atendidas. O segundo passo é tentarmos nos concentrar no conteúdo da mensagem, e não na maneira como ela está sendo passada pelo cliente. Dependendo da situação, isso, às vezes, é muito difícil, mas se conseguirmos ver reclamações como presentes, os embrulhos nada importam. Os números não nos deixam mentir Quantas pessoas do total reclamam? E quantas delas não voltam a comprar da empresa? Segundo Philip Kotler, uma empresa pode perder até 80% dos seus clientes muito insatisfeitos; 40% dos insatisfeitos; 20% dos indiferentes e talvez 10% dos satisfeitos. Mas pode perder apenas 2% dos clientes muito satisfeitos. Agora, um número muito interessante: 95% desses clientes muito insatisfeitos não reclamam. Simplesmente param de comprar da empresa. Ou seja, se o cliente reclama, é porque ele se importa e isso deve ser valorizado. Um caso citado por Kotler em seu livro Administração de Marketing é o da empresa 3M, que alega que mais de dois terços de suas idéias para melhorar produtos e serviços vêm a partir das reclamações de seus clientes. Uma coisa que é importante colocarmos aqui é que apenas ouvir seus clientes não é o bastante. Mais importante que isso, é fazer algo de construtivo com a mensagem passada. Kotler afirma que “dos clientes que registram uma reclamação, entre 54% e 70% voltarão a fazer negócios com a empresa se suas reclamações forem resolvidas. O percentual chega a espantosos 95% se os clientes sentirem que a reclamação foi atendida rapidamente”. Mas infelizmente, a realidade é que apenas metade dos clientes que reclamam afirmam receber uma solução satisfatória e rápida para o problema. Resolver o problema dos seus clientes é um dever que a sua empresa tem. Afinal de contas, ela ofereceu um produto ou serviço, a pessoa comprou e nada mais justo que ela fique satisfeita, assim como lhe foi prometido. Mas há também outras motivações para que seus clientes sejam bem atendidos em suas reclamações. Em média, um cliente satisfeito conta para 3 pessoas a sua experiência positiva com a empresa. Mas um cliente insatisfeito conta para 11 pessoas sua experiência negativa. Realmente, a propaganda negativa é um mau negócio. E agora a coisa ficou pior ainda com a internet, que proporciona uma rápida comunicação com muitas pessoas ao mesmo tempo. Por isso é muito melhor ouvir as reclamações e resolvê-las. Prevenir é sempre mais sábio do que remediar. No livro Reclamação de Cliente? Não Tem Melhor Presente (Editora Futura), Barlow e Moller apresentam a fórmula para se lidar com reclamações: 1) Dizer obrigado. 2) Explicar por que você apreciou a reclamação. 3) Pedir desculpas pelo erro. 4) Prometer que alguma medida será tomada imediatamente. 5) Pedir as informações necessárias. 6) Corrigir o erro – imediatamente. 7) Verificar se o cliente está satisfeito. 8) Prevenir erros futuros. Para que esta fórmula funcione, é preciso que os funcionários da linha de frente tenham autonomia para resolver rapidamente os problemas mais comuns. E aqui é fundamental o papel da gerência, pois será necessário treinamento, delegação de tarefas, controle e acompanhamento. Somente com sua equipe tendo autonomia para resolver os problemas freqüentes é que você será capaz de atender rapidamente seus clientes que reclamam, pois a burocracia é eliminada. Sabendo da importância dos feedbacks que seus clientes dão (tanto os positivos quanto os negativos), é imprescindível que você incentive seus clientes a falarem com você. Veja abaixo algumas coisas que podem ser feitas: Coisas que você pode fazer para encorajar reclamações * A principal delas é colocar uma linha 0800 para contato com o público. No Brasil, esse é um sistema ainda caro, que muitas empresas de pequeno porte não podem pagar. Nesse caso, tenha um serviço de atendimento muito claro, rápido e efetivo. Ou seja, nada de colocar 5 minutos de gravações e fazer com que o cliente tenha de apertar 10 números para conseguir falar com um ser humano. * Treine seus clientes para que também vejam reclamações como presentes. Você pode até utilizar incentivos (por exemplo: você pode oferecer um brinde, um cupom de desconto para a próxima compra ou para a compra de um outro produto da empresa etc.). * Divulgue o fato de que está procurando ouvir todas as reclamações. * Avalie suas estruturas internas referentes às reclamações. * Mantenha sempre disponíveis formulários (na sua empresa/loja, no site etc.) para os clientes comentarem. * Crie fichas para os funcionários registrarem as reclamações dos clientes. * Permita que seus clientes reclamem. * Vá atrás dos que não respondem suas pesquisas e não entram em contato. Existe uma possibilidade alta de você encontrar aí um cliente insatisfeito. Lembre-se: as reclamações dos seus clientes podem salvar sua empresa de uma grande crise. Pode ainda, ajudá-lo a diferenciar-se da concorrência, criar valor e clientes fiéis. Não deixe que a conotação negativa interfira neste processo de aprendizagem.
O mundo hodierno está deveras conturbado, isso não é novidade para ninguém. Muita gente já vive momentos de saudosismo, relembrando tempos de quarenta ou cinqüenta anos atrás que era uma maravilha. Após o jantar podia sentar-se à calçada e bater papo com os vizinhos até o sono reclamar o recolhimento. Muitos deleites mais povoam nossa mente quando comparamos essa época com os dias atuais. Bem, é verdade que há um mar de lama que nos apavora por demais hoje, desde a cruel violência até a maléfica corrupção, mas não podemos nos esquecer que com o progresso, com o desenvolvimento, também vieram soluções para inúmeros problemas sociais. Os avanços da medicina hoje salvam vidas e dão bem estar as pessoas de uma maneira bem mais rápida e eficiente. Embora seja verdade que a mesma tecnologia usada para o bem, em mãos maldosas tem a mesma eficácia. Mas à primeira vista o que nos parece é que a comunicação se tornou mais livre, eficiente e rápida. Com isso tomamos conhecimentos dos fatos em tempo real, não é preciso por exemplo, aguardar o Repórter Esso à noite, para sabermos de um assalto a um Banco em São Paulo ocorrido de manhã. Naqueles tempos também existiam as mazelas de hoje, apenas não tínhamos conhecimento. E se, em menor número, é porque a população também era menor. É curioso notar como em nossas cidades, mesmo as planejadas, o seu espaço útil tem se tornado insuficiente. Quem diria, por exemplo, há algum tempo atrás, que em nossa cidade iria ter um trânsito difícil, com problemas de estacionamento, etc. A verdade é que, com o aumento populacional, aumentam-se as necessidades, a prestação de serviços, o esclarecimento e as exigências. Com isso emerge-se um número cada vez maior de questões a serem resolvidas – problemas. Mas a ignorância sobre um problema não significa sua inexistência. Por outro lado, essa constatação não deve ser consolo nem placebo para os males que castigam tanto nossa sociedade. Entendo assim, que nos resta extrairmos, do nosso saudosismo, as lembranças saudáveis e exeqüíveis para nossos dias e colocá-las em prática para o bem de todos. As boas maneiras, por exemplo, não custam nada e fazem tanto bem. A palavra empenhada, a honradez, a honestidade. Essa última então, de tanto desuso tem sido alvo de cumprimentos efusivos, quando praticada. Basta alguém ter encontrado carteiras ou objetos de valor perdidos e procurado devolvê-los aos respectivos donos, para ser ovacionado e aplaudido como se isso não fosse só sua obrigação. Como se isso fosse um feito heróico e não o natural. A exceção e não a regra. São as chamadas mudanças de valores. Volto a bater numa tecla que tem sido meu refrão – atenção ao processo educacional. Pois sabemos que é ali, na tenra idade, que as sementes dos valores são plantadas. Daí a preocupação com nossas escolas. O homem deve ter com a escola uma relação quase mística. Vê-la quase como um santuário. Um verdadeiro templo. Pois ali está a fonte de toda sua estrutura. A escola é o cadinho mágico que funde e dá forma a todo o potencial hereditário em cada indivíduo. É ela o triunfo do homem e é por ela que o homem triunfa. Hoje a família tem transferido o berço para a escola, em função das mudanças sociais que obrigam mães a buscarem o complemento do orçamento doméstico fora de casa. É uma exigência do mundo moderno, um problema, e não podemos ignorá-lo. Cabe-nos usar da tecnologia a nossa disposição, para tratá-lo. José Moreira Filho
Esse dia chuvoso assim me faz voltar para mim Sempre que o tempo se fecha e se torna sombrio o meu recolhimento se faz necessário até do rosário eu me lembro e por um momento me ponho a rezar É como se o dia sem Sol e a noite ainda mais escura me exarcebasse a ternura que tenho no coração E na chuva que cai lentamente qual lágrimas que rolam macias por uma face triste vejo uma mensagem celeste um pedido de prece um convite à introspecção É que o mundo está por demais acelerado os nervos andam extremamente exaltados e poucos prestam atenção no vazio que fica na falta absoluta de contemplação Aí Deus manda uma chuva fina ininterrupta mas que nada lembra aquela abrupta e torrencial É como se o Criador dissesse que é na mansidão que o amor acontece e como a chuva fina e suave o amor deve ser leve para adubar um continente inteiro e fazer nascer na terra mais árida a sementinha da compreensão e da boa vontade assim como uma carícia infantil sem nenhum alarde
Essa chuva fria esse quê de nostalgia pode até despertar a tristeza mas me traz de volta pra mim me coloca de novo nos trilhos e me põe novo brilho no olhar Me sinto de alma lavada e até mesmo expurgada de tantas inquietações
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